Não é o modo como me trata como me beija, como cuida de mim, a sua
risada ou o seu perfeito rosto milimetricamente pensado antes de ser desenhado.
Nem mesmo sua facilidade de arrancar suspiros, risos e sorrisos largos. Mesmo
se não soubesse beijar ou me fazer sorrir docemente, você teria parte de mim.
Sou estupidamente patética quando falo sobre você. Acredito nisso de destino e
sei que estávamos escrito em algum livro esquecido na estante de alguém. Paro
no meio do nada para fazer algum plano, imaginar nós. Nós com as crianças, com
os cachorros, no nosso quarto, no nosso sofá vendo aqueles filmes que repetem
sempre depois da novela, escolhendo pela internet uma comida fácil para o
almoço e até mesmo na varanda tomando cerveja porque sei que você não gosta de
chá. Pensei em algum defeito que tenha para falar que amo mesmo assim, mas isso
não existe em ti.
Eu amo falar de você. De contar como nos conhecemos e como foi nossa
história até chegar aqui, com um sorriso no rosto sempre digo que não me
arrependo de nada, pois você realmente nasceu pra mim. Meu medo de te perder me
faz cometer alguns erros ridículos, mas suplico seu perdão por tamanha
ignorância e desespero. Por mais que eu tente controlar chega ser mais forte
que eu... Como eu queria te tomar pra mim. Queria muito mais poder ficar ao seu
lado o resto dos meus dias te mimando, te aquecendo, fazendo suas vontades e
sentindo na alma que é meu. Falo sempre que se eu partir antes de você irei te
esperar, e repito. Mas por favor, se tiver que ir antes de mim, me dê força
todo dia para aguentar um tempo sem você.
Meu coração não é mais meu. Meu coração saiu para
buscar um dono cauteloso que sabe lidar com cristal. Meu coração deixou um
espaço e este foi preenchido, por coincidência o seu coração achou que eu
cuidaria bem dele. Tivemos sorte, pois as estrelas e todo o cósmico torciam por
nós. E pra não esquecer quando for dormir... Eu te amo.
Caso pegar o texto, favor colocar meus créditos.
Paula Martins

